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Devaneios Bassanísticos


Ode a Juventude!

Eu admito que invejo a juventude.

Não só pelo seu vigor, irresponsabilidade, falta de senso ridículo ou ansia de liberdade.

Invejo pelo desconhecimento de barreiras, pela vontade infindável de lutar por causas tidas como perdidas, pela ilusão utópica de um mundo melhor.

Não fui uma adolescente rebelde, mas fui inconformada o suficiente para tentar melhorar tudo de errado que eu via ao meu redor. Fui militante politica, coordenadora de movimento estudantil, chefe de classe e caminhei pelas artes também, sempre no intuíto de chamar atenção para melhores condições de vida.

Na minha época a gente não tinha muita preocupação com meio-ambiente e, com uma democracia recém instalada, os escandalos políticos eram camuflados ou pareciam amenidades perto de uma ditadura há tão pouco tempo sepultada. A bomba da corrupção só estourou e surtiru seu efeito na pátria, agora livre, qdo os cara pintadas resolveram ir as ruas.

Essa nostalgia e inveja me invadem quando, do alto dos meus 33 anos, olho e vejo que realmente "somos os mesmos e vivemos como nossos pais."

Talvez por isso eu não perca meu ar juvenil. Não na aparência, tendo em vista que o tempo e a gravidade tem grande poder de persuasão. Mas minhas idéias ainda estão mais próximas de ideais do que de doces memórias.

Embora as lentes de meus óculos enxerguem o mundo em preto e branco, eu ainda persisto em dar cor e matizes!

Quem foi o infeliz que nos condicionou a crer que, ao amadurecer e passar a entender melhor de onde vêm os erros e quem são os errantes que devastam nosso país e humilham nossos iguais, devamos simplesmente aceitar sem reagir. Simplesmente fechar os olhos para o que não acreditemos ser possível modificar.

Mas devería ser justamente o oposto! Quanto mais acesso passamos a ter às senhas e chaves das sujeiras que nos cercam, mais nossa indignação deveria servir de combustível para luta!

Acho que o que mantém meu sopro juvenil é essa vontade inabalável de que outra realidade é possível para o meu país. E mesmo que eu não tenha esperanças de viver essa realidade, sendo mãe, tenho a responsabilidade de ajudar a construi-la para minhas filhas.

Por isso eu desejo que nunca me faltem:

*Vigor para as batalhas que sempre existirão.

*Irresponsabilidade para deixar futilidades sociais de lado em prol de causas maiores.

*Falta de senso ridículo para dar a cara a tapa pelo que realmente importe.

*E ansia de liberdade. Pois ninguém pode sentir-se livre vivendo entre correntes e acorrentados.

E a luta continua! Sempre!

 

 



Escrito por Carlinha Bassan às 17h07
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O grito

Hoje me deu vontade de gritar!

Não para os imbecis inoscentes como eu.

Não para os que trabalham e geram o lucro vasto à corrupção. Nem para os que honram compromissos inúteis que torneiam suas vidas bizarras de bons cidadãos.

Não quero gastar garganta com os que respeitam os humanos irrespeitáveis por suas origens dadivosas mas carater duvidosos.

Não vim inflar os pulmões aos palhaços eleitos ou coronéis jamais depostos. Seria inútil!

Nem inflamarei multidões contra os assassinos sem gravatas, sem moral e sem lei nesse país onde a justiça é uma piada.

De que me adianta falar alto com infelizes atropeladores de ciclistas ou estranguladores de crianças se o que direi ressoará no vácuo de suas mentes doentias que o Estado manterá impune ou punirá sem rigor?

Quero gritar aos que se escondem em suas mansões blindadas, vendo o mundo se deteriorar pelas janelas televisivas entre um click e outro no canal a cabo.

Chamo aos brados pelos que jantam nosso medo com orgulho de poderem pagar por sua ilusória proteção. Dos que desfilam com seus carros do ano sob nosso asfalto de injustiças e rejeitam os pedintes que, mais que dinheiro, pedem atenção.

Eu quero gritar para que os cegos vejam o que os canalhas do Congresso já se ensurdeceram de tanto ignorar. Para que os juristas creiam que leis não existem para serem mudadas mas sim aplicadas. Para que nossos comandantes, na maior parte burramente eleitos, reconheçam o valor de cada voto e façam por merecê-los.

Eu quero gritar para que minhas filhas possam crescer em silêncio. Para que possam admirar o que restar do meu país qdo o último salafrário pegar sua pasta e apagar a luz do Plenário. Para que se orgulhem da verdadeira ordem e que ela seja mais importante que qualquer progresso.

Eu queria tanto gritar. Tanto! Mas os tamborins que se aproximam abafam minha voz. Eu me calo mas não me emudeço. Apenas espero mais um carnaval passar...

 

 

 



Escrito por Carlinha Bassan às 19h57
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Bem Vindo ao Inferno! Digite sua senha!

Qdo eu era criança, minha vó lia as revistas do João Bidu e eu as surrupiava para pegar endereços e me corresponder com pessoas que, como eu, estavam carentes de amigos. Vale um parenteses aí: Eu tinha amigos pra kct!!! Reais e imaginários!!!!

Fora a troca de correspondências com desconhecidas, eu procurava manter meus amigos de São Paulo, onde passava férias, sempre atualizados da minha vida. Também trocava cartas com uma prima do interior que só vim a conhecer melhor já na idade adulta. As missivas românticas então, dariam um novo post!

Com a vida atribulada, as comunicações via correio acabaram ficando de lado e, depois de anos, tomou seu lugar os emails. Primeiro aos conhecidos, como qqer mortal normal. Depois fui agregando os simpáticos companheiros do chat da uol, primeira ferramenta que descobri, já caminhando para trinta, que substituia bem as revistinhas de horóscopos da minha avó! Sem contar que nesta época, a maioria dos amigos reais estavam ocupados demais para me ouvirem e os imaginários já tinha me mandado a merda por falta de atenção!

Mal comecei a usar a internet para me comunicar e surgiram as siglas "MSN" e "ORKUT". Como boa curiosa, embora nessa época eu ainda procurasse no teclado o circulo para por em volta do "a" na hora de fazer a arroba, em menos de um mês eu já estava num site de relacionamentos e tinha meu programa de comunicação sem precisar ouvir mais "Óow" nem escrever LOL!

A maior revolução mesmo foi o Orkut. Revi muitos amigos e conheci pessoas legais pessoalmente graças aos orkontros locais, pessoas inclusive que hoje fazem parte da minha vida de forma muito próxima (Né Wakkito?).

Aí veio o Twitter. Q porra é aquela? A melhor definição foi dada por um famoso (que se não me engano foi o Léo Jaime): "O TT é igual a propaganda das lojas Marisa: as celebridades conversam como se ninguem estivesse assistindo". Eu acho que depressivos e pessoas com problemas de baixa estima deveriam ser proibidos de usar. Vc passa semanas falando com seus ídolos sem obter resposta. No segundo estágio, passa a falar com pessoas do seu convívio sobre banalidades do seu dia e os infelizes repassam o que vc escreveu a lista de seguidores deles com um HaHaHa no final. Antes de desisitir de usar o site, vc ainda se pega postando "Indo dormir", "Voltando da praia" ou "Dando aqueeeeeeeeela Cagada" (exclusivo para quem tem IPhone essa última).

Não satisfeitos em me ver com 12 abas abertas, respondendo a 50 pessoas ao mesmo tempo no MSN e tudo extremamente lento pq estou baixando a última temporada de House para assistir e ter o que conversar com meu marido a noite (já que tudo o mais já falei pelo PC mesmo), vem um infeliz e cria o Facebook.

Eu relutei muito. tenho orgulho disso! Recebi n convites para entrar nesta pitomba e até fiz um perfil. Diariamente, metade do meu email era de recados no mural. Tinha dias que eu me sentia a ala de órgãos do Hospital das Clinicas de tanto coração que me mandavam!

Mas, como nada é perfeito, num belo dia de verão escaldante, estava eu jogando meus aplicativos no orkut qdo resolvi entrar em alguns perfis e li, em suas frases, a fatídica mensagem: "Me achem no Facebook". Claaaaaro que migrei pra lá! Com dor no coração pq admito ser uma fanática Orkuteira. Mas fui!!!

Agora sim sou uma trintona atualizada! Eu to no Facebook, twitto diariamente, uso o orkut só para aplicativos, leio meus emails esporadicamente (mesmo pq meus 3 "amigos" mais presentes lá são o Groupon, O Submarino e um site de Pesquisas) e nãos ei onde fica o correio mais próximo de casa. Meu telefone eu só uso quando da pane na net e o celular para mandar SMS.

Não queridos, não sou daquelas que criticam a tecnologia pela falta de contato. Nunca fui de abraçar muito, trocar carinho com amigos. Sempre gostei de conversar e escrever. Pra mim ta excelente assim! Mas acho que tem muitas desvantagens nesse avanço todo.

Pra começar, privacidade zero. Pessoas no Alasca sabem mais sobre minha vida do que a velhinha que encontro na fila do pão todo dia.

Acessibilidade maldita! Tem 3 coisas q penso qdo acordo: Preciso escovar os dentes, colher minhas plantações na mini fazenda e COLOCAR OFF no MSN e afins! Pq os amigos QUASE NUNCA falam com vc nos programas de mensagens instantaneas. Eles preferem te convidar via "eventos", contar seus problemas por "DM" ou demonstrar saudades comentando suas fotos. Mas os chatos tem detector de conforto (como diz meu irmão)! Vc acabou de achar um video legal no You Tube e a abinha degenerada fica laranja. Vc ta no meio de um texto no blog e vem aquele barulinho de atualizações com mensagens. E raramente é para falar algo interessante. Geralmente é um simples oi! E atenção aos amigos que começaram a me odiar neste momento, não to reclamando, é uma constatação apenas!

Por último o vício e a decepção. Não posso passar um dia sem visitar todos os meus vizinhos dos aplicativos! É TOC, eu admito! Tenho que colher, servir, dar presentes e VISITAR um por um senão tenho a sensação que fui pra praia de OB e o cordão ta aparecendo!!!! É horrível. Pior que isso é colocar varias fotos, videos e afins e nenhum ser comentado. É caso pra psicanalise! E aquela frase que fica te olhando enquanto vc escreve "No que vc está pensando agora?" Vou te falar que ja perdi a conta d qtas vezes quis postar "Porra Nenhuma" mas sei q meus amigos não me entenderiam e eu podia perder seguidores (o que é comparado a se mudar para a Sibéria e levar só um biquini, na vida real).

Eu aplaudo a tecnologia. Mesmo não tendo me adido muito. Meu marido achei numa roda de amigos (Yes, sou uma das poucas q conheço que não precisou de ParPerfeito.com). Meus amigos, a maior parte, eram amigos desde a época que o mais próximo do virtual que tínhamos era o Pense Bem. Minhas inspirações vem de coisas q ocorrem no meu dia-a-dia e viria mesmo sem a internet (embora eu assuma que ela facilite pacaraí). E eu poderia estar escrevendo isso tudo em uma máquina Remington e colocando em postes para as pessoas lerem (foda seria passar de um por um depois para ver o que comentaram!). Mas aplaudo a tecnologia! E pretendo usufluir dela da melhor maneira possivel, se for possivel!

Agora preciso encerrar o post pq meus pratos ja ficaram prontos no Café Mania, a aba do twitter sinaliza 25 atualizações e se eu passar mais um minuto OffLine meus parentes e amigos mais próximos vão acionar o resgate!

 

BOM FIM DE SEMANA A TODOS!!!!

 

 



Escrito por Carlinha Bassan às 14h38
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Nerd Trintona

Adoro filmes e, mais ainda, gosto de comparar a realidade com a ficção. Já usei este espaço muitas vezes para criticar (positiva ou negativamente) a sétima arte ou fazer analogias com meu dia a dia. Devo confessar que, por preguiça ou puro "bloqueio inspirativo", deixei passar boas oportunidades de posts sobre filmes que tenho assitido. Mas hoje não deu pra resisitir, por isso estou aqui, às 4 da manhã de uma segunda-feira, pra dividir minhas constatações após assistir, novamente, 'Em Seu Lugar'.

Dessa vez  não vou colocar sinopse, mesmo porque creio que conforme for comentando, vai dar pra ir entendendo o enredo do filme. E de certa forma, caso eu aguce a vontade dos caros bloguespectadores em vê-lo, estarei contribuindo com as poucas locadoras que ainda sobrevivem após os 4 piratas por 10,00 reais!

Durante minha juventude eu fui a Meg: irmã descolada que tinha uma aparência interessante (Sim, gostosa. E sim, já fui gostosa!) e curtia a vida adoidado. Mas buscava sempre ser a Rose: irmã Nerd com aparência pouco interessante que se destacava pela inteligência. Depois dos meus 30 passei a ser a Rose em infinita luta para ser a Meg. O que me fez chegar a primeira constatação: Nunca estamos satisfeitos com o que somos. Aparência a gente muda e experiência só com o anos se adquire. O fato é que não conseguiria cometer metade das loucuras, que cometi no passado, agora. Puritanismo ou covardia? Nem um, nem outro. Consciência seria mais exato. Quando eu andava a 200 por hora num carro turbinado Anchieta acima eu não tinha dois seres me esperando em casa para dar um beijo de boa noite. Quando travava nas baladas e chegava em casa no pior estilo Amy Winehouse eu não tinha que ser exemplo pra ninguem e tinha um fígado bem menos usado que hoje. Se eu acordo de ressaca tenho que fazer meu próprio chá de boldo, minha própria canja ou ir com meus próprios pés buscar um engov na esquina.

A segunda constatação vem quando Rose larga uma carreira de anos para ser babá de cachorros enquanto não encontra outra atividade que lhe satisfaça. Bingo! Porque há 13 anos atrás quando ingressei no meu emprego atual eu não tive maturidade para pensar em ganhar dinheiro com algo que me satisfazia? Resposta: porque possivelmente, aos 19 anos, as coisas que me realizariam profissionalmente ao ponto de ir de encontro as minhas satisfações na época eram ilegais, imorais ou engordavam! Mas a vida é um eterno recomeço e sempre há tempo para descobrir uma forma de ganhar a vida com prazer (por favor não procurem nos classificados na sessão de acompanhantes por Carlota Furacão porque não é o caso!).

E a última constatação veio com a cena em que Rose e Simon (um rapaz bonito e aparentemente mais novo) estão namorando (leia-se: trocando carícias) no sofá. Ela apaga a luz do abajur enquanto ele insiste em acender, até que ela desiste e se entrega sob a claridade mesmo. Esta última é mais uma declaração íntima minha que divido com vocês.

Juntem uma separação, duas filhas pequenas, um corpo pós gravidez gemelar, meses de carência, um parceiro 5 anos mais novo e adicionem o fantasma dos 'inta' rondando. E aí? Conseguiram captar a ilustração? Meninos nem tentem pq pra vcs qqer coisa que se ligue a bloqueio feminino é pura frescura. Essa interpretação requer privação de testosterona. Voltando: uma mulher nesse estágio, forma um bloqueio quase impenetrável para novos relacionamentos afetivos, amorosos e sexuais.

Mas eis que Deus inventou a escuridão! Abençoada seja toda a penumbra que transforma a mais amarrotada das mortais na ninfeta mais sensual!

Depois de algumas penumbras, veio a claridade azulada da tela da tv. Não entrando em maiores detalhes, visto que como ja dito em topico anterior eu sonhava em ser a Cecília Meireles e não a Syang, vou pular as partes proibidas para menores e vou direto a frase que, não só Derrubou o muro como me fez crer que aquele amor valia a pena: "Não há nada que eu não possa ver que minhas mãos não possam sentir. E não há nada que elas tenham sentindo que me faça desejar menos ver." E eis que fez-se, eternamente, a Luz!

Desde então, entre um ronco e outro, quando acordo incomodada e olho seu rosto quase imperceptivel sob a fraca luz do luar que entra pela fresta da janela, lembro daquele momento mágico e reafirmo a certeza de que é do lado dele que quero passar todos os meus felizes dias de Nerd Trintona!

 

EU LEVO SEU CORAÇÃO COMIGO

Eu levo seu coração comigo

Eu o levo no meu coração

Eu nunca estou sem ele

Onde quer que eu vá você irá, meu querido; 

E o que é feito só por mim é seu feito, meu amado 

Não temo o destino

Pois você é meu destino, meu encanto

Não quero o mundo

Pela beleza de você ser meu mundo, minha verdade

E você é tudo o que a lua sempre representou

E tudo que um sol irá louvar será você

Eis o maior segredo que ninguém conhece

Eis a raiz da raiz e o broto do broto

E o céu do céu de uma árvore chamada vida;

Que cresce além do que a alma sonharia

Ou a mente poderia esconder.

E este é o milagre que mantém as estrelas afastadas

Eu levo seu coração

Eu o levo no meu coração.


Autor: E.E. Commungs

(Extraído do Filme Em Seu Lugar)



Escrito por Carlinha Bassan às 05h43
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Sonhos x Maturidade

Em que ponto de nossa vidas deixamos nossos sonhos na última gaveta do criado mudo? Aquela em que colocamos as polainas e as bandanas a espera de que a moda volte. A mesma em que guardamos os umbigos dos filhos ou o terço da primeira comunhão. Essa mesmo! A gaveta do "eu não mexo faz tempo, mas sei que tá lá".

Quando criança eu carregava os sonhos na mochila da escola, do lado da caneta de dez cores e da agenda do estudante! Eu podia esquecer o lanche, a maçã da professora. Podia esquecer até o lápis de tabuada, mas meus sonhos sempre estavam comigo.

Nos fins de semana, na casa da vó, eles saiam de dentro dos meus bolsos e ficavam quase palpáveis. No quartinho dos fundos, perto do quintal, eu era a princesa de camisola branca dançando com o principe espanador. Cinco minutos, um colar de perolas e uma luva preta depois, eu virava a Madonna cantando Material Girl.

Junto com meu primeiro sutiã veio o milagre da mutiplicação dos sonhos. Eles eram mais rebeldes, mais idealistas. Eram mais complexos mas cabiam direitinho na minha pochete de tricô do camelô da esquina. E parecia tão mais fácil realizá-los...

A afinidade que faz com que surjam os grupos ou bandos na adolescencia nada mais é do que pessoas extremamente confusas que encontram em outras os espelhos de suas mais secretas aspirações. Foi assim com meu grupo do teatro, meu grupo de RPG, meu grupo metaleiro e outros mais que nem sequer me lembro das denominações ou rostos, mas como num deja vu, guardo o sentimento de ter dividido anseios e quimeras.

Com a idade adulta os sonhos se moldam à responsabilidade adquirida. O sonho da modelo ou do jogador de futebol se deposita nos filhos e há que se ter muito discernimento para perceber que eles não são obrigados a resgatar, da gaveta de cabeceira, as 'inconquistas' de seus pais!

O sonho de ser mãe substitui o de ser a rainha do baile. O de constituir família toma o lugar do de formar uma banda. A carreira promissora sobrepõe o anseio pela fama.

Todo conhecimento, toda bagagem intelectual, teórica e prática, que a vida nos apresenta durante os anos, e que nos fez tanta falta lá no começo, inunda nossos espaços. Nossos Phds e mestrados cobrem as paredes. Nossos cursos sufocam as prateleiras. Nosso amadurecimento diário pesa nas bolsas e pastas. Nossos armários estão abarrotados de experiência!

Hora de pensar: agora que eu sei tudo que preciso para correr o risco de realizar algo fantástico, porque não abro espaço para que ele flua? Porque não retomo de onde parei? Porque não acho tempo para tirá-lo do plástico bolha e colocá-lo em uso?

A razão chama e faz crer que faltam as fagulhas alheias pra chama arder. Falta as caixas de ovos na parede do estúdio de ensaio, a lama e o mato do campinho do bairro, o cenário de isopor pintado com guachê. Falta o quartinho dos fundos do lado do quintal...

Se engana quem acreditar que este é um texto sobre frustrações. Absolutamente não! Realmente creio que todos somos felizes com o caminho que traçamos. Mas é fato que mais felizes seríamos se ainda tivessemos a companhia do improvável a nos rondar e impulsionar todos os dias.

Vasculhando minha gavetinha, percebi que entre as duas opções que me saltaram as vistas, em primeiro plano, a mais razoável é continuar dividindo meus pensamentos por aqui e esperar que os comentários me consagrem, não como a grande Cecília Meireles que sempre sonhei ser, mas como alguém que levou uma palavra reconfortante em um momento difícil, que fez surgir um sorriso espontâneo ou simplesmente põs os neurônios para funcionar num lampejo de reflexão.

E quando eu mandar um spam pedindo que comentem no blog, agradeçam, porque a outra opção era ser paquita...

Sonhem com os anjos!!!!!

"Todos nós temos nossas máquinas de tempo.

Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações.

Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos."
( Jeremy Irons )



Escrito por Carlinha Bassan às 02h42
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SNPT

É pessoal, cessa-se a abstinência blogal de Carlota Bang Bang! Não q eu não tenha tido vontade de escrever antes mas nenhuma inspiração foi tão grande qto a q ora abunda de meu ser!!!!

Estou sofrendo de SNPT! Não é fatal porém extremamente contagioso! O meu virus, por exemplo, contrai via orkut! Pasmem...

Nas rodas de amigos, embora raras, já surgem os primeiros "espirros de lembranças compartilhadas". Nada grave, pelo contrário, especialistas dizem que para uma vida saudavel é necessário essa troca de "anticorpos saudosistas" pelo menos a cada 15 dias ou, por telefone, em períodos menores.

O segundo grau da doença geralmene ocorre em casamentos! Vc vê seu amigo embarcando naquilo q é inevitável e uma "gastrite de egoísmo" te faz suar frio ao pensar q o fundo de tela do pc dele com a galera reunida na porta da Metal Rock ou da Adega Marrocos será substituído pela ninfeta branquela fazendo biquinho no show do Exalta!

Tem um estágio mais agudo que é a "febre de madrinha" ou "amidalite de padrinho". Geralmente só vem a tona na frente do padre qdo vc já ta quase mergulhando o bebe na bacia batismal! Todos aqueles anos de Loft, Sumatra e CPE são recomepnsados com a honra de ganhar uma golfada dupla num vestido de 300,00 reais ou paletó da Colombo e pior... vc ainda se acha o maioral da turma por ser o (a) escolhido (a)!!!

Tudo issu não quer dizer que vc já está contaminado meu caro. Longe disso! Existem mil paleativos para cura desses primeiros sintomas. Analgésicos de choppinho depois do trampo, antibióticos de churrascadas de fim de ano, antiinflamatorios de scraps e twitadas!

Um verdadeiro sofredor de SNPT precisa de menos contato e mais memória! Não basta ver barrados no baile na Sony ou Vale Tudo no Viva! Não basta escutar Black e mascar ping pong! Elementar meus pequenos gafanhotos!!! São as fotos q ligam os neurônios no 220 e aí a coisa toda dá pane!!!

E eu tive uma overdose de fotos, lembranças, relatos e infinitos mini flash backs anos 90!

Por isso venho aqui dar meu depoimento de mais nova paciente da Sindrome da Nostalgia Pós Trintísca. Sei q muitos vão se ver nesses relatos mas sejam fortes companheiros!

Não esmoreçam perante aquela roupa chumbrega. Não temam aquela cara de suicida ou de garoto briguento da rua de trás. E principalmente não tentem fazer a mesma pose das fotos: sindromes são passageiras, bicos de papagaio são eternos!

Brincadeiras a parte (embora eu só tenha falado sério até aqui!) o mais bacana é que eu olho o passado, nas fotos ou nas quimeras, de forma que cada ruga conquistada, naquela cutis de pessego de outrora, valeu a pena! Cada filho de amigo casado saberá da minha existência e espero que sorriam como as minhas filhas qdo eu conto as traquinagens feitas com cada um deles. Eu olho meu ontem com a absoluta certeza de que cada fio de cabelo branco, cada dor lombar ou cada sinal da idade no meu rosto não é nem a infinita parte das marcas deixadas por toda essa gente em meu coração!

E como disse meu amigo irmão Sig em depoimento pra mim uma vez: No fundo eu ainda sou a mesma pessoa que dividia uma garrafa de vinho barato nas escadarias da vida! Com muito orgulho!

 

Black

Pearl Jam

Composição: Eddie Vedder / Stone Gossard

Hey, oh

Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the Sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn

Oh, and all I taught her was everything
Oh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black, tattooed everything

I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear

Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning
How quick the Sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?

All the pictures have all been washed in black, tattooed everything
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I will be, yeah

Uh huh, uh huh, oh

I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why
Can't it be, can't it be mine





Escrito por Carlinha Bassan às 21h31
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Como nas Águas de Um Rio, Eu Sou o Seu Reflexo...

Eu cresci sendo comparada a ela. Ora por minhas atitudes explosivas, ora pela veia irônica.

Mas as comparações não me bastaram na adolescência, eu queria ser igual a ela. E assim, eu vestia suas roupas e seus saltos e desfilava pelas 'baladas' com um orgulho inigualável.

Não sei se namorei mais ou menos do que ela, costumo dizer que tive relacionamentos suficientes para me darem a experiência necessária para reconhecer e aproveitar um Grande Amor qdo o encontrasse: o resultado foi positivo!

Não me formei em leis como ela. Nem sequer frequentei os bancos acadêmicos. Mas na escola da vida, que somos forçados a nos formar anualmente, posso dizer que ela foi e é, com certeza, uma das minhas grandes mestras.

E numa encruzilhada do caminho, embora tudo indicasse que eu seria uma réplica dela, Deus me deu duas filhas. Não foi nem é fácil. E eu não saberia executar um terço dessa função se não tivesse aprendido tanto com ela!

Hoje, passado 52 anos de vida, ela comemora esta data longe de nós. Queria poder abraçá-la e felicitá-la de perto. Talvez eu ligue mais tarde para cumprir as obrigações sociais e dar os parabéns (admito q a internet foi uma benção para mim que não suporto telefone). Talvez eu não ligue durante muito tempo depois e troquemos algumas mensagens virtuais. Relamente não importa. Pq ela não precisa ser ouvida ou lida para ser lembrada.

Em tudo que faço, reflito sua essência. E estou tão empreguinada dela que a saudade só dói por alguns segundos, o tempo da lágrima cair e brotar o sorriso lembrando de mais alguma tirada fantástica que ela sempre tem para alegrar a todos que desfrutam do prazer de rodeá-la.

Enfim, para esta data, tomei a liberdade de abusar da licença poética para uma música de João Nogueira e prestar assim minha homenagem a aniversariante do dia:

"Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que mesmo de longe ela tem vaidade
E orgulho de sua sobrinha ser igual a tia
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituada com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é esse espelho (q com orgulho sou) se quebrar!"

Parabéns Tia Fatica!!!!



Escrito por Carlinha Bassan às 17h36
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Chico Xavier, Sinônimo de Amor!

Amanhã, 02 de Abril, seria o centenário de vida de Chico Xavier.

Acredito que tal pessoa dispense apresentações para nós brasileiros.

Minha intenção em blogar sobre esse tema, não tem nenhum caráter religioso. Não vim exaltar a "santidade" do velho Chico ou discutir sobre o Enigma Humano indisvendável que ele foi e ainda é, mesmo após sua morte. Apenas senti necessidade de não deixar tal data passar em branco.

Minha admiração por Chico vem da infância. Tive a sorte de ter avós que, em uma época em que ser espírita era o mesmo que ser macumbeiro, feiticeiro ou até erége, seguiam a doutrina kardecista e por consequência acabei ficando a par dos feitos desse grande Mineiro de Pedro Leopoldo.

Tal admiração se estendeu ao passar dos anos, não só pelo inconfundível amor ao próximo que ele pregava como a salvação única para a raça humana e que praticava através da palavra de carinho dada aqueles que o procuravam, ou pelo dinheiro e alimentos que distribuia aos mais carentes, ou ainda pelas horas intermináveis que passava psicografando mensagens para mães desesperadas que perderam seus filhos. Eu era fã mesmo da sua humildade!

Humildade tamanha que comprovou-se no dia de seu desencarne: a manhã de 30 de junho de 2002. Naquele mesmo dia, a tarde, conquistávamos o Pentacampeonato Mundial de Futebol. Era demais pedir para nossa Pátria de Chuteirasguardar luto pela perda de um grande Brasileiro não é?

Quem conhecia Chico poderia jurar que ele, se pudesse, escolheria exatamente tal momento para partir. Entrou no mundo sem alardes e assim sairia dele. Sem o aplauso final. Partiu acompanhado dos velhos seguidores de Uberaba e uns qtos que, durante sua estada na Terra, tiveram o prazer de ouvir ou receber palavras de apoio. Na mídia teve seus 5 minutos de adeus e o rodapé de algum jornal. Ele que sempre pregou o amor como isca pra a felicidade, embarcou vendo a felicidade do seu povo amante de futebol.

Não estou criticando. Eu chorei como criança no fim da Copa de 2002 e apenas lamentei a morte do grande Chico. Hoje, quase 8 anos depois, paro e penso que grandes homens vêm para servir de exemplo e para serem admirados e plagiados, no melhor dos sentidos da palavra, por toda a eternidade.

Sendo assim, gosto de imaginar que amanhã teremos Festa no Céu... e fechando os olhos vejo em cena um grande banquete de luz onde estão apostos à mesa Gandhi, Madre Teresa e Martin Luther King entre outros. Num canto, um bolo brilha com o cintilar de 100 velinhas azuis. E o aniversariante? Ele circula entre os convidados com uma bandeja na mão cuidando para que nada falte! Fala pouco, agradece com olhares e recompensa com seu sorriso meigo e franco. Nada lhe tira a humildade... Nada lhe impede de distribuir amor!

Parabéns Francisco Candido Xavier!


"Se eu morrer antes de você,
faça-me um favor:
Chore o quanto quiser,
mas não brigue com Deus
por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar,
não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem
algum fato a meu respeito,
ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo,
só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe
de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio,
mostre que eu talvez tivesse um pouco
de demônio, mas que a vida
inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para
continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever
alguma coisa sobre mim,
diga apenas uma frase:
- "Foi meu amigo,
acreditou em mim
e me quis mais perto de Deus!"
- Aí, então, derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la,
mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído,
irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando,
dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz
vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,
aí, sem nenhum véu a separar a gente,
vamos viver, em Deus,
a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como
quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu
para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você,
acho que não vou estranhar o céu...
"Ser seu amigo...
já é um pedaço dele..."

(Emmanuel - Por Chico Xavier)



Escrito por Carlinha Bassan às 22h55
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O Amor é O Que O Amor Faz

Dias atrás tive a felicidade de ter um post deste Blog comentado pelo amigo Hemper em que ele, aproveitando o tema, traçou um paradoxo entre a necessidade de dizer e ouvir Eu Te Amo e a banalização destas 3 palavras.

Depois de dias com isso em mente, me deparei com o assunto "amor" nas páginas do livro que estou lendo (O Monge e O Executivo - Recomendo!) e isso me leva a explorar mais uma vez este espaço para dissertar sobre tão agradável tema!

Crescemos com o paradigma de que o amor é um sentimento principalmente aplicável nas relações românticas e familiares. Mas eis que, durante nossa formação religiosa ainda crianças, nos vimos as voltas com as leis divinas de "Amar ao próximo como a ti mesmo" ou "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". E aí? É complicado 'sentir' amor pelo próximo, principalmente qdo este não é tão próximo assim.

Se procurarmos no dicionário a definição de amor, as palavras que saltarão aos olhos serão: Atração e Afeto. Imediatamente me vem a mente que qdo Jesus sugeriu amar-mos uns aos outros ele não sabia que tipo de seres humanos seriam produzidos no futuro. Como posso ter qqer espécie de atração por alguém como Hitler ou afeição por um George Bush da vida?

Eis que finalmente, pela leitura que citei anteriormente, pude ter uma nova visão do amor simplesmente transformando-o em: AMOR AGAPÉ!

Tive uma palestra com esse termo greco-latino (Agapé) no ano passado que mexeu profundamente com minhas convicções, mas que o dia-a-dia havia me feito esquecer. Porém, ao tornar a vê-la, imediatamente a sensação que tive na ocasião da palestra me 'sacudiu' novamente e me fez ter vontade de dividir a experiência com aqueles que têm paciência de acompanhar meus relatos.

Tenha em mente que o amor é um Verbo. Os verbos refletem ações ou comportamentos e não sentimentos. Ninguém conjuga raiva ou felicidade (eu raivo, tu felizes...). Essa é a proposta inicial: Passar o Amor de Sentimento a Comportamento!

Para não haver qqer confusão, chamaremos esse comportamento de Amor Agapé. Sendo esta uma 'nova' palavra cabe a mesma uma nova definição. Aliás, não uma, várias: Paciência, Bondade, Humildade, Respeito, Generosidade, Perdão, Honestidade e Compromisso.

Fica mais fácil imaginar, por exemplo, que eu perdoe a atitude de um ser humano como os Nardoni embora ambos não me inspirem nenhum afeto. Ou ainda que eu demonstre bondade com alguém visivelmente ignorante sem sentir qqer tipo de atração por ele.

Ao traduzir o amor em comportamento passa-se a entender melhor como cumprir  não só as leis divinas como também as normas sociais de convivência.  Mas isso não torna mais fácil tal cumprimento. Comportar-se com amor é um exercício diário.

Existem milhares de teorias sobre o tema mas o amor é o que ele faz e somente a prática levará a excelência.

Pra terminar, procurei também em dicionários por 'Amor Agapé' mas sem sucesso acabei recorrendo ao São Google e, em todas as pesquisas, me deparei com a seguinte definição: CARIDADE.

Relamente o mundo está precisando desse 'amor comportamental'...

Paz e luz para todos!

(Não curto essa foto 'engoli uma melancia', mas é a mais pertinente ao tema apresentado.

Não há maior "Amor Agapé" do que o de mãe. E aí estão 4 gerações de Bassans!)

MONTE CASTELO (Renato Russo)

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...



Escrito por Carlinha Bassan às 09h42
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Patria Amada, Brasil?

Terminando minha sexta-feira, me aprontando pra ir pra cama (fazer o que não interessa aos meus caros leitores, afinal isso aqui não é um blog erótico) me deparei com uma notícia no mínimo "intrigante" no Jornal da Band: 'Maluf está na lista vermelha da Interpol'.

Well! O caso é q o citado político agora está proibido, sob pena de ser preso, de pisar em mais de 180 países devido ao dinheiro que desviou dos cofres públicos de São Paulo nos anos 90.

O que me faz gastar algumas horas de sono (ou prazer! uhuu!) para falar sobre esse assunto? INDIGNAÇÃO!

Enquanto o país se preocupa se o Ronaldo vai ou não para a seleção e se o favorito do BBB10 é ou não homofóbico, países desenvolvidos esfregam em nossos focinhos provas de um furto astronomico de dinheiro por parte de um político (novidade!!!).

Me revolto sim. Não pq sou A Patriota, não  pq Amo Minha Pátria acima de todas as coisas e bem menos ainda pq quero deixar um país melhor para minhas filhas (um mundo melhor sim, mas se for pensar em um país melhor era mais apropriado ter parido elas em Cuba! God Forgive Me!). Me indigno pela raça a que pertenço. A raça humana, a raça brasileira que pra tudo da um jeito e nada enxerga. A raça que pune o distribuidor de panetones mais para abafar os crimes de outros trocentos como ele do que pelos seus prórpios delitos.

É preciso uma inteligência policial mundial vir apontar nossos erros e abaixarmos a cabeça sem nada poder (ou querer) fazer.

Acredito realmente que o Brasil tá cada vez mais longe de ser Nossa Patria Amada. E isso se deve ao fato de que, esse imenso País, precisa desaprender de ser sempre a Mãe Gentil dos que não merecem!

Fiquem com Deus (que ainda dizem que é Brasileiro...)

Yes, nós temos nosso Sparrow!

Que País É Esse?

(Renato Russo)

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

 



Escrito por Carlinha Bassan às 00h46
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P.S.: Eu te Amo!

Acabo de assistir ao filme do título deste post pela sexta vez. Isso o torna apto a pertencer a academia de meus celebres filmes e, arrisco dizer, que forte concorrente a ocupar o posto de Sociedade dos Poetas Mortos!

Mas não retomei o blog para dissertar sobre cinema e sim sobre sentimentos e relacionamentos humanos, como de praxe.

Um pouco pelo filme, um pouco pelo dia cinzento lá fora e muito pelo estado de espírito nostalgico inspirador, tenho pensado bastante em perdas. Não só perdas de parentes e amigos que são chamados por Deus antes do que esperávamos. Costumo dizer aos mais novos que, depois dos 25 anos, as separações, curtas ou infinitas, entre nós e aqueles que passam por nossas vidas e deixam suas marcas, se tornam mais frequentes.

Porém as perdas a que me refiro são aquelas que mal percebemos. Perdemos momentos valiosos com preocupações. Deixamos de receber carinhos impagáveis nos focando em objetos pagáveis. Perdemos chances de dar boas risadas, de trocar olhares irresistíveis ou beijos demorados .

E pior que perder amigos pra sempre é perceber que muito antes de embarcarem já estavam esquecidos pelo caminho, porque deixamos escapar aquele momento mágico do telefonema de 'tenha um bom dia', do email de 'espero que dê tudo certo' ou dos 5 minutos de café com creme na padaria da esquina para se atualizar dos acontecimentos.

Quer pela doutrina que escolhi seguir ou pelo meu temperamento, a morte nunca me assustou. Creio que vivo num eterno paradigma entre o não-ter-medo-de-ficar-sozinha e o tenho-medo-de-não-ser-amada.

E é isso que me chama muita atenção no filme: ele se preocupa em concertar a vida de sua viúva amada e em cada mensagem que deixa relata os bons momentos que viveram e o que ela deve fazer pra seguir em frente, sem nunca esquecer de terminar cada carta com o P.S.: Eu te amo! Isso me intriga!

Não quero os amores da minha vida em Post Scriptum! Aqueles que me amam não podem dizer isso no fim da mensagem, depois que tudo foi dito, como algo não tão importante que foi esquecido mas que valia a pena ser expressado em palavras. Quero viver uma vida em que todos sintam que o mais importante é expressarem seus sentimentos por mim em primeiro lugar e que eu possa retribuir da mesma forma.

Por isso, de agora em diante, Amarei meu marido, minhas filhas, familiares e amigos em destaque! Iniciarei minhas cartas, emails, SMS, sinais de fumaça com 'Escrevo-lhe estas linhas primeiro porque EU TE AMO e para dizer que...' . As criticas, informações preocupantes ou futilidades exigidas pelo dia a dia eu deixo por último!

Assim, meus amigos e meus amores, não se assustem se receberem uma carta minha com 3 ou 4 linhas no corpo prinicipal e um texto quilométrico no rodapé!

Muita luz a todos!

P.S: Adivinhem!



Escrito por Carlinha Bassan às 14h15
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45 Steps

Oi Molegadinha!!!!!

Só de passagem pra postar esse email que recebi. Me fez refletir bastante...

Bjundas!!!

 

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS.....

"
Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar.
7.  Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de vocÊ e mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de vocÊ.
26. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escoha a vida.

28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.

31. Indepedentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.

35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem
37. Seus filhos só têm uma infância
38. Tudo o que realmente importa no final é que vocÊ amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.

43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!"



Escrito por Carlinha Bassan às 12h09
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Quando a Morte Ronda...

Não. Não vou falar sobre algum filme de suspense trash nem relatar minha preocupação quanto ao tempo que falta para que eu desfrute de minha vida. Fiquem despreocupados caros bloguespectadores! Não tenho intenção de captar profundos soluços nem tampouco sensibiliza-los. Só vim mesmo relatar os ultimos acontecimentos de minha jornada depois desse longo período afastada do meu diário virtual.

Comecemos pelo último livro que li: A Menina que Roubava Livros. A obra relata a visão do Holocausto pelos alemães que nem sempre concordavam com tal discriminação. Mas o mais interessante, embora eu adore livros, filmes e tudo o mais relacionado à Segunda Guerra Mundial (acho que fui algo como Schindler na outra encarnação!), é o fato da história ser narrada pela Morte. E tal 'Senhora' se deu o trabalho de contar a vida da tal menina por perceber nela algum valor como ser humano que ela (a Morte!) não imaginava existir em nossa raça. 

Isso me fez pensar muito, talvez porque perdi alguém muito querido nesse período ou por estar me aprofundando mais naqueles assuntos que inspiraram Shakespeare a dizer a célebre frase referente aos mistérios que vão além de nossa vã filosofia. Nós tememos a morte, a evitamos, repugnamos e maldizemos, pra dizer o mínimo! Mas o que será que a morte tem a dizer de nós? E segue-se então o questionário à dita cuja:

*Será que sentiu piedade ao levar a Madre Teresa?

*Teve medo da sabedoria de Gandhi ao vir buscá-lo? 

*Cobrou hora extra de Hitler?

*E Michael Jackson? Será que tratou-o como adulto ou teve pena de tirá-lo da ilusão?

*Qdo buscou recém-nascidos, tirou-os com doçura do colo da mãe?

*Ao vir pegar os fetos vitimas de aborto, teve vontade de levar as genitoras?

*Nas guerras, em meio ao cansaço, parou para olhar o rosto dos rapazes q mal tinham começado a viver a vida?

*Acalentou a menina rica assassinada pelo pai? E os milhares de menores rejeitados pela sociedade, acalentou da mesma forma?

*Pediu autógrafo para o Senna?

* Olhou nos olhos de alguém antes de comunicar sua missão?

*Sentiu o que aquele olhar lhe pedia?

*O que pedia o olhar da minha tia....


Não tenho medo da morte. Nunca tive. Aprendi a conviver muito cedo com perdas. Meu maior herói foi tirado de mim prematuramente. Seu sorriso, seu jeito de me chamar de 'indinha'  ainda ressoa em meus ouvidos. Depois dos vinte parece que as perdas vão aumentando com os anos. Não sei se sou fria ou é uma espécie de armadura involuntária que construi ao longo da vida, mas não gosto de sofrer mais do que o necessário para continuar seguindo em frente e transformar a saudade naquela nostalgia gostosa que a gente tem quando vê nossos albuns de infância.

Da minha tia guardo seu sorriso gostoso, gostoso mesmo... como aqueles sorrisos de bebes de comercial! Guardo seu jeito displicente, que embora criticado era o que lhe ajudava a driblar suas desilusões. Guardo a sua voz gentil ao telefone, as histórias sobre suas peripécias de infância. Guardo 3 brincos, 2 colares, algumas roupas, o sobrenome e a esperança. Esperança de reencontrá-la bem e saber que seus olhos nada pediram no momento final. Eles foram serenos e a Dna. Morte, ao vê-los, percebeu que aquela era como a 'roubadora de livros' , um ser humano ímpar!!!


Fiquem com Deus!

 

Música Inspiradora: Jeito de Mato (Paula Fernandes)

 



Escrito por Carlinha Bassan às 01h48
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Ode a 3 Momentos de Inspiração!

Nesses últimos dias andei preguiçosa e por isso posterguei as publicações aqui no blog. Mas devo salientar que temas e inspirações não me faltaram. Escolhi falar sobre os 3 que mais me tocaram.

 

O primeiro diz respeito a um livro que uma de minhas gêmeas pegou na escola. Relatava uma lenda judaica. A historinha consistia em um lençol que o avô dava ao neto e que, com o crescimento do menino, ia se transformando em outros objetos até virar a capa de um botão e ser perdido pela criança. No final, não tendo mais aquele bem material que ligava o neto ao avô desde a mais tenra infância, restou ao rapazinho escrever a história e assim eternizar o sentimento. Me emocionei lendo aquele conto para minhas pequenas. Lembrei de objetos que muito estimei e foram perdidos e de pessoas importantes que passaram pela minha vida. Daí que vi a moral da história: embora percamos coisas e pessoas pelo caminho, os setimentos são eternos.

 

A segunda mensagem que me tocou foi ocorreu em um filme de Sessão da Tarde. Embora não tenha acompanhado o enredo, me chamou atenção a cena em que uma amiga diz ao protagonista (Bruce Wills) mais ou menos o seguinte: “Qual de nós conseguiu ser aquilo que sonhava na infância? Qtos dos seus amigos tornaram-se astronautas ou a primeira bailarina do teatro municipal? Cada um é o melhor que tem de si!...” Aparentemente é um diálogo frustrante mas, refletindo, veremos que muitos de nossos sonhos se perdem pelo caminho enquanto, inconscientemente, estamos realizando outros. Eu não fui a atriz que sempre sonhei. Tive que abandonar o teatro por questões financeiras e nem mesmo me formei numa faculdade. Atualmente procuro interpretar, da melhor maneira possível, todos os papéis que a vida me deu: mulher, esposa, mãe, filha, irmã, nora, amiga, empreendedora, etc. Abri mão de um lindo sonho, mas o possível vazio já foi repleto pelo que construí no caminho!

 

Por último, me tocou a cena de um filme que está passando agora na tv a cabo (21:50) em que o marido, estando sua esposa em estado terminal, relata para a filha seus sentimentos: “Quando conheci sua mãe ela brilhava. Sua luz iluminava a todos em sua volta, inclusive a mim. Não consigo permitir que essa luz se apague!” Qdo conheci meu marido também tive essa sensação, como se ele estivesse no meio do Maracanã  lotado em uma noite escura e os holofotes apontassem em sua direção. Essa definição é ímpar! Todo sentimento sincero é como uma troca de luzes: desde a luz fria dos relacionamentos diários com os colegas de trabalho, passando pela luz morna e confortante das amizades, até chegar à luz quente e infinita do amor!

 

Deixo aqui o desejo de um ótimo dia e um pouquinho da minha luz pra vcs!!!



Escrito por Carlinha Bassan às 22h03
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A Gratidão e seus Desafios

Existe na vida uma equação exata que poucos (ou nenhum) de nós consegue aplicar ao dia-a-dia: não esperar demais das pessoas + fazer o bem sem aguardar retorno =  0 de decepções!

 

A experiência de 30 anos de estrada me faz a cada dia tentar aperfeiçoar tal tática, mas é difícil. Talvez porque o sentido da palavra GRATIDÃO está entranhado em minha essência desde os mais remotos tempos.

 

Quando a gente aprende a andar nos deparamos com um monte de adultos bobos que nos aplaudem, sorriem, se entusiasmam e as vezes até choram. Resultado: passamos a nos esmerar para andar cada vez mais e cada vez mais recebermos aqueles calorosos gestos de apoio. Me pergunto porque continuei andando mesmo depois que pararam de me aplaudir!?

 

A troca de favores se segue em grande parte da nossa vida. Somos criados para retribuir o que nos é dado. 

 

Quando a adolescência se encerra é que percebemos que muitos de nossos atos são meras obrigações sociais e jamais serão recompensados ou elogiados. Usando os primeiros passos do bebe, de forma metafórica, eu diria que depois dos 18 anos se vc andar ou não o problema é seu e ninguém vai te aplaudir por isso!

 

É na marra que se aprende que é possível dar sem receber, se preocupar e ser ignorado, acarinhar e ser maltratado e, infelizmente, amar sem ser amado.

 

Pra não surtar, não perder amigos, não desfazer casamentos, não romper os laços familiares e, sobretudo, para conviver harmoniozamente em sociedade, faça o que eu digo e não o que eu faço: Não espere retorno de suas boas ações!

 

Convido a todos para o exercício diário:

 

*Dê aquele telefonema para o amigo que não te procura nem mais no seu aniversário e verifique se está tudo bem.

 

*Acorde o seu marido, entre um ronco e outro, e diga que o ama. Na hora do almoço, chame ele de tchutchuco, ou qualquer um daqueles apelidos ridículos que vcs usavam no inicio do namoro.

 

*Em vez de jogar na cara dos seus filhos o quanto vc trabalha para sustentá-los, compre algo que eles queiram muito e desfrute com eles desse novo pertence. Se for uma roupa, aproveitem para fazer um passeio. Se for um brinquedo, tirem a tarde para brincarem juntos.

 

*Veja fotos antigas com  seus pais e relembrem uma época em que eles eram seus ídolos.

 

*Dividam com os amigos qualquer novidade boba do dia-a-dia. Deixem um scrap qdo acertarem o ponto do molho da massa de domingo. Mandem um torpedo quando a balança da farmácia apontar 100 gramas a menos. Ao encaminhar um email, escreva algo no corpo do texto, uma simples palavra serve. Que tal 'Saudades'!?

 

*Use o tempo ocioso de trabalho para ajudar o colega que sabe menos que vc. Se amanhã ele naum fizer o mesmo, o que importa? Aprenda que ensinar é uma troca e vc também sai com mais conhecimento.

 

* Sorria para a balconista da padaria. Dê bom dia ao caixa do supermercado. Ofereça um pedaço de bolo a vizinha. Mande uma maçã para a professora. Roube uma rosa de um jardim e dê a quem vc ama!

 

Eu não sou perfeita. Eu espero muito de todos q me rodeiam. Eu me magôo sempre com expectatvas frustradas. Eu sou humana! Mas quem sabe juntos possamos aprender que a gratidão é um sentimento que só nós podemos modelar. Vamos ser gratos por ter a quem transmitir amor, e, quem sabe um dia aprenderemos que o fato de amar é o que nos basta para viver feliz!

 

Boa Semana!

 



Escrito por Carlinha Bassan às 23h10
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